DROGAS ILÍCITAS : LEGALIZAÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO NO BRASIL
Aluna: Mila Cristina Feitosa Nunes
O que leva alguém a se drogar? Será que a curiosidade e o desejo humano o conduz o homem a sentir o desejo de usar droga?
O que leva alguém a se drogar? Será que a curiosidade e o desejo humano o conduz o homem a sentir o desejo de usar droga?
No Brasil, a dependência de drogas é um problema de
saúde pública que afeta muitas pessoas e tem grande variedade de consequências
sociais e na saúde dos indivíduos. As drogas ilícitas, ou seja, drogas
que a comercialização é proíbida pela legislação, aqui no Brasil é a Cocaína, a
Maconha, o Crack, Heroína, etc. E a desculpa mais comum dos defensores da
legalização é de que fracassou a política mundial de combate às drogas.
Ora, isso significaria acreditar que se a polícia não consegue cumprir
sua missão, vamos então descriminalizar o máximo que pudermos para
aliviarmos o sistema policial e penal. O Estado tem que rever suas
estratégias de combate ao crime, inclusive o de tráfico internacional de
drogas. A tese de que algo proibido atrai mais a atenção do ser humano
é outro engano. Isso nos levaria ao raciocínio trágico de que se as
drogas ilícitas fossem legalizadas o número de usuários, e a violêcia
diminuiria.
E também existe a ideia de que a legalização forçaria
o crime organizado a sair do comércio de drogas é outra falácia. Qualquer
um sabe que existe mercado paralelo para tudo. Um exemplo é o tabaco que
também existe tráfico para não pagar impostos. E, no caso das drogas,
os traficantes não abandonariam o segmento em hipótese alguma.
Muitos acreditam que a legalização da droga permitiria
a regularização do mercado e um preço muito mais baixo acabaria com
a necessidade de se roubar para conseguir dinheiro para as drogas.
Muitos usuários de drogas praticam crimes não por necessidade, mas apenas
porque se sentem mais estimulados a emoções mais fortes, sobretudo com o
uso de drogas pesadas como a cocaína.
Se realmente está aumentando o número de usuários
de drogas ilícitas - na contramão do combate à cultura do tabaco e
do álcool - o Estado deveria investir tudo na prevenção contra o uso de
drogas lícitas ou ilícitas até porque essa medida resultaria em menos
gastos com o tratamento médico dessas pessoas.
A legalização não ajudaria a disseminar informação
real sobre as drogas, em hipótese alguma. O que permitiria saber dos
perigos das drogas é aumentar os investimentos e esforços em prol de uma
cultura de prevenção, e isso não acontece nem em países desenvolvidos.
As políticas de redução de dano (o uso
controlado de drogas injetáveis, por exemplo) são de fato importantes
para se salvar vidas, mas não significam em hipótese alguma que servem para
se legalizar as drogas. São coisas diferentes.
Como defendem alguns a legalização não restauraria o
direito de se usar drogas responsavelmente porque drogas quase sempre
não combinam com responsabilidade social e nem individual. Como não
há dúvida de que drogas fazem mal à saúde, como alguém que as usa
pode ser considerado responsável consigo mesmo? Há uma contradição
nisso.
Se as prisões por uso de droga são claramente
discriminatórias do ponto de vista social (um pobre com um quilo de maconha
é preso por tráfico e um integrante de classe média, com a mesma
quantidade, é preso por uso), o que é preciso é nivelar a punição ao
crime ao menos com um processo judicial, como acontece hoje, e não se
liberar todos.
No Brasil, caso haja a legalização da maconha,
teria-se como consequência o aumento do consumo da cocaína e outras drogas, o
que geraria mais narcotráfico no Brasil. Por que Simplesmente, caso a venda de
maconha no Brasil fosse legalizada com nota fiscal e cobrança de impostos sobre
o produto, os traficantes não deixariam de ter o lucro enorme que possuem para
se enquadrarem legalmente como vendedores de canabis ativa. Pelo contrário, o
Estado estaria permitindo ao um traficante que utilizassse um local legalizado,
no qual, obviamente, não venderia só a maconha, venderia também cocaína, dentre
outras drogas.
A Inglaterra também havia liberado a maconha, e voltou
atrás, porque as consequências foram danosas à saúde, assim como os problemas
sociais
O Conselho Nacional de Política sobre Entorpecentes
defende projetos pela prevenção, pelo amor aquele cidadão usuário que quer sair
do uso das drogas. Isso sim dá resultado, porque o usuário se sente valorizado
e aos poucos deixa de lado a necessidade do uso do entorpecente.
Não é liberar e legalizar as drogas que vai resolver o
problema do usuário no Brasil, de forma nenhuma. Vai sim ajudar o governo a
arrecadar mais impostos, porém, o traficante continuará exercendo a venda de
outras drogas na ilegalidade, como consequência o país ficara com maior índice
de doenças respiratórias e dependência as drogas, com efeito maior na
criminalidade.
Referências Bibliográficas:
http://www.xr.pro.br/ENSAIOS/DesRazoes.HTML
http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.diplomatique.org.br/editorial.php?edicao%3D2&ei=PQPsxf5s&lc=pt-BR&s=1&m=174&host=www.google.com.br&ts=1471915884&sig=AKOVD647SxOKvGNAMi5wOz70D4WiCpcyYQ

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