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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SEXUALIDADE, CORPOREIDADE E GÊNERO

 SEXUALIDADE, CORPOREIDADE E GÊNERO




           Desde os tempos antigos até os dias atuais, a sociedade sempre nos impôs um padrão de beleza a ser seguido, onde, as pessoas que não seguem a esse padrão, podem chegar à exclusão social, bullying. Como a pressão da sociedade é grande, as pessoas acabam por se moldar a este padrão.
            A sociedade atual quer fazer com que as pessoas acreditem que para alcançar a felicidade, a pessoa tem que ser magra ou bem malhada, e as pessoas acabam esquecendo-se de que cada um tem um fenótipo diferente, cada um possui suas particularidades individuais.
            A filosofia na historia grega antiga dava grande importância ao corpo, onde o padrão de beleza da época eram os guerreiros belos, fortes, astutos, ágeis. Para os gregos, o ser humano é constituído de soma (corpo), quantia de matéria e, psique (alma), o sopro que anima a matéria.
             Para Platão, o corpo humano é parte do mundo sensível, enquanto a alma é parte do mundo ideal. O ser humano é uma união de um corpo físico mortal com uma alma ideal imortal e é por meio do cuidado com o corpo que podemos cuidar da alma para Platão, a alma é o recheio do corpo. (Onde Aristóteles também compartilha desta ideia).
Já Espinosa contraria a tradição filosófica. Espinosa afirma que as ações do corpo dependem dos estímulos que elas recebem, onde não há um recheio para o corpo, ele é o próprio recheio.
            A filosofia adquiriu um novo conceito de corpo, onde diz que o corpo próprio é a sede de percepção do mundo e de si mesmo possibilidade única de existência concreta, em outras palavras o corpo é pura materialidade e só ganha sentido se for recheado por uma mente ou alma.

             Na pessoa humana, a sexualidade, é reconhecida como uma dimensão que abrange toda sua integralidade, assim da perspectiva filosófica personalista. Isso significa que em sentido filosófico a pessoa humana em sua originalidade sexuada é masculino e feminino, portanto é uma unidade (pessoa humana) dual (necessariamente de diferentes). A dimensão que constitui a sexualidade humana em seu sentido original passa tão somente, exclusivamente pelo reconhecimento da comunhão de diferentes, isto é, masculino e feminino.
              Sendo a sexualidade uma dimensão da pessoa humana, subtende-se que ela esta inserida em uma realidade maior, que é a afetividade. Denomina-se afetividade a capacidade da pessoa amar e também ser amada. Assim sendo a sexualidade é expressão da afetividade.


Referências Bibliográficas
Cleofas.com.br
Prezi.com
Livro: Filosofia; Experiência do pensamento.


Autor: Silvio Galo

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