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domingo, 21 de agosto de 2016

“E SE DEUS NÃO EXISTIR?”

                    

                      Andréia da Silva Lima. 2º de Nutrição e dietética Turno: tarde

                                    “E SE DEUS NÃO EXISTIR?”
No mundo em que vivemos, há pessoas que acredita que existi um ser superior, que tem interesses por nós, esse ser chama-se Deus, no entanto também há pessoas que não acreditam na existência desse ser maior, esses são chamados de ateus.
Vamos então ver essa situação por outro ângulo, e se os ateus estiverem certos, e se Deus realmente não existir?.
Um dos assuntos mais discutidos quando se trata de uma divindade, é se Deus existe ou não. Então vejamos a seguinte afirmação:’’ Se Deus Não Existe, tudo é permitido.’’ Essa afirmação está relacionada ao livro Os Irmãos Karamazov, de  Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879. Para melhor entendimento vejamos  um trecho do livro onde narram a respeito de um artigo que o personagem Ivan Karamazov acaba de publicar numa revista: ... ele (Ivan Fiodorovitch Karamazov) declarou em tom solene que em toda a face da terra não existe absolutamente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu a lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiodorovitch acrescentou, entre parênteses, que é nisso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia. Mas isso ainda é pouco, ele concluiu afirmando que, para cada indivíduo particular, por exemplo, como nós aqui, que não acredita em Deus nem na própria imortalidade, a lei moral da natureza deve ser imediatamente convertida no oposto total da lei religiosa anterior, e que o egoísmo, chegando até ao crime, não só deve ser permitido ao homem mas até mesmo reconhecido como a saída indispensável, a mais racional e quase a mais nobre para a situação. - página 109, da editora 34.     
Durante uma célebre passagem, em que Ivan narra a seu irmão Aliéksiei uma poesia que esta escrevendo, intitulada O grande Inquisidor, este inquisidor, ao se deparar com Jesus que acaba de voltar a terra, questiona:
Será que não pensaste que ele (o Homem) acabaria questionando e renegando até tua imagem e tua verdade se o oprimissem com um fardo tão terrível como o livre arbítrio? - página 353 da editora 34.
Muito mais a frente no livro, Ivan considera a outra possibilidade. Se Deus não existir, e a religião fosse extinta de todas as formas, o que aconteceria?
Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo. Os homens se juntarão para tomar da vida tudo o que ela pode dar, mas visando unicamente à felicidade e à alegria neste mundo. O homem alcançará sua grandeza imbuindo-se do espírito de uma divina e titânica altivez, e surgirá o homem-deus. Vencendo, a cada hora, com sua vontade e ciência, uma natureza já sem limites, o homem sentirá assim e a cada hora um gozo tão elevado que este lhe substituirá todas as antigas esperanças no gozo celestial. Cada um saberá que é plenamente mortal, não tem ressurreição, e aceitará a morte com altivez e tranquilidade, como um deus. Por altivez compreenderá que não há razão para reclamar de que a vida é um instante, e amará seu irmão já sem esperar qualquer recompensa. O amor satisfará apenas um instante da vida, mas a simples consciência de sua fugacidade reforçará a chama desse amor tanto quanto ela antes se dissipava na esperança de um amor além-túmulo e infinito. - página 840 da editora 34.
Olhando para esse ponto de vista, se não existe imortalidade, e nem paraíso celestial, então os homens logo passariam a valorizar o próprio homem e isso até seria algo bom, sim, seria, o que impede de isso ser algo bom é o simples fato de que, sendo assim não haveria um legislador universal, pois todos pensam diferente, veja o mesmo terrorista que é visto como assassino no ocidente, é visto e celebrado como herói em algumas regiões do oriente médio, por exemplo a Biblioteca de Osama Bin Laden. Sendo assim não seria possível um legislador humano, já que cada pessoa e ou religião pensa diferente. Então torno a citar a frase chave de Dostoiévski : ‘’Se Deus Não Existe Tudo é Permitido’’.
Porém o fato de alguém acreditar em Deus, não faz dessa pessoa alguém melhor ou boa, observe em Tiago2.19 está escrito: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Vemos aí que o diabo crer em Deus, e nem por isso ele é um sujeito bom, pelo contrario, o diabo odeia Deus, sendo assim, chega-se a conclusão de quê acreditar em Deus não significa deixar ser transformado por ele. Isso quebra aquela ideia de que os homens acreditam em Deus por ressentimento, pois se fosse assim não haveria um crente se quer cometendo iniquidade.
Quero lembrar mais uma vez que não estou dizendo que só crentes tem boas atitudes, ateus também tem, pois assim como temos Madre Teresa de Calcutá do lado da religião, temos Betinho do lado do Ateísmo, ambos preocupados com a fome e com a miséria.
Mas voltando á nossa frase, ’’Se Deus Não existe tudo é Permitido’’, vamos tentar trazer as leis morais para a natureza, seria a natureza a nossa fonte de moralidade? A resposta é não, pois segunda a lei da sobrevivência, que vença o mais apto, sendo assim matar, abandonar doentes e idosos não seria algo ruim ou imoral, pois isso só seria algo natural, em algumas espécies de animas como as aranhas, elas matam o macho após a cúpula, trazendo para nossa espécie estima-se que daqui algum tempo não haverá água suficiente para toda a humanidade, sendo assim qual lei se aplicaria nisso, morrer para que outros vivam ou matar para sobreviver, para melhor entendimento, se um avião cai numa ilha e só há alimento para um terço dos passageiros o que deveria ser feito? Que código de ética se aplicaria nessa situação? Então a resposta é realmente não, a natureza não é a fonte da moralidade humana.
Vamos partir para outro ponto, alguém pode afirmar quê a liberdade de matar alguém, acaba quando o direito de viver desse alguém começa, mas quem deu direito a vida? Quem disse que matar é ruim ou imoral? Quem?, aí você pensa, há, quem dá o direito a vida é o estado, então sendo assim se o estado dá direito a vida, o estado também pode tirar esse direito , desse modo ninguém pode julgar os ditadores, Saddam Hussein e Muamar Al-kaddafi, por terem matado rebeldes de seus países, pois eles eram o estado, ou seja o estado também não é a nossa fonte de moralidade.
Os ateus podem até fazer boa obra, mas se eles não acreditam na existência de Deus, essas boas ações não passam de mera coincidência, é tudo circunstancial, é tudo questionável, veja a nossa fonte de moral não pode ser buscada dentro de nós mesmos, pois o que é certo para uma pessoa e ou grupo é errado para outro(s), hora temos então Hitler e Gandhi, qual exemplo deveria ser seguido pela humanidade? Qual deles deveria ser o nosso legislador universal? Lembre-se, ‘’ se Deus não existe tudo é permitido’’.
Vamos partir para outro ponto de vista, seria então a educação, a fonte da moralidade humana? Não, a educação até é fundamental, mas ela sozinha não constitui leis morais, se a educação fosse fonte de moralidade, não haveriam universitários vândalos, e só pra você ter noção os maiores causadores de caos e de terror, eram pessoas de grande conhecimento intelectual, então conclui-se que não é a nossa fonte de moralidade, a educação.
O problema de muitos ateus, é que eles querem livrar o mundo de Deus, mas não conseguem se libertar DEle, tem ateus que odeiam Deus, mas porque odiar alguém que nem se quer existe? Por exemplo: no filme Deus não está morto, um jovem cristão pergunta para o seu professor ateu, por que ele odiava a Deus, e ele responde o porque, detalhe se alguém não existe como vou odiá-lo, isso não faria sentido, certo?.
Quer queira os ateus ou não, sem Deus não haveria tais leis morais, é preciso um legislador universal a qual eu o chamo de Deus, mas para os ateus esse deus não existe, logo se não há um legislador então não há lei para dizer o que é certo e o que é errado, essas leis não fariam sentido.
Mas é possível fazer o bem, sem Deus? Sim, mas somente com Deus esse bem faz sentido, somente com Deus esse bem é valido, pois estaremos fazendo a vontade do Pai Celestial.
Referencias bibliográficas:




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