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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O QUE É CONHECIMENTO FILOSÓFICO?


O QUE É CONHECIMENTO FILOSÓFICO?

O conhecimento filosófico é um conhecimento que tem a interrogação como base. Esse conhecimento usa o questionamento e o pensamento como base, ele é um conhecimento do dia a dia, mas ao contrário do conhecimento vulgar ou empírico, o conhecimento filosófico se preocupa em questionar o relacionamento do indivíduo com o meio em que está inserido. Esse conhecimento é racional e não se baseia em experimentações, que é o caso do conhecimento científico. O conhecimento filosófico não se preocupa em verificar se as conclusões tiradas são válidas cientificamente. Esse conhecimento está em busca de conclusões sobre a vida, o universo ultrapassando o limite imposto pela ciência.
Se traçarmos uma linha histórica do conhecimento, poderemos verificar que o primeiro tipo de conhecimento, a primeira forma de tentar explicar o mundo, foi o mitológico. Os povos antigos buscavam compreender o mundo que os cercava e, para isso, recorriam às explicações oferecidas pelas crenças nos mitos. (Exemplo disse, foi o que a senhora falou em sala de aula sobre a história do ECO). Ainda na busca por essas respostas, o conhecimento evoluiu do mítico para o filosófico. Essa mudança ocorreu aproximadamente no século VII a.C. e se caracterizou pelo uso de respostas racionais (não mais mitológicas) para os problemas do mundo que os cercavam. A Filosofia, assim, trata-se de um tipo de conhecimento (o filosófico), desenvolvido no ocidente primeiramente na Grécia antiga e baseado no uso da razão. O conhecimento filosófico, desde a sua origem, é marcado por várias características, como a racionalidade, o questionamento, o uso de conceitos, a transmissão pelo diálogo, o desenvolvimento da reflexão crítica, entre outras.
            De acordo com o livro, Filosofia Por Uma Inteligência da Complexidade, diz quer “A atitude de filosofar se diferencia da consciência mítica por buscar, racionalmente, o fundamento das realidades, preocupando-se com os princípios primeiros de nossa existência e da realidade total”.
O objeto de análise do conhecimento filosófico são as ideias, elas são raciocinadas e dessa maneira os filósofos buscam a verdade. A proposta do conhecimento filosófico é fornecer ideias e conteúdos que transformem a realidade. Esse conhecimento questiona o homem e as coisas da vida. É um conhecimento racional, sistemático, geral e crítico.
O conhecimento é aquisição de qualquer ‘coisa’ por meio do pensamento ‘aquilo’ que aprendeu.



Referências Bibliográficas:
ARANHA, Maria Lucia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009.


Artigo feito pela Aluna, Karla Germana dos Reis Bacelar nº24, do 2º ano do curso Técnico de Análises Clínicas, sala 08, manhã. Disciplina Filosofia, Docente Sandra Sucupira.

SEXUALIDADE, CORPOREIDADE E GÊNERO

 SEXUALIDADE, CORPOREIDADE E GÊNERO




           Desde os tempos antigos até os dias atuais, a sociedade sempre nos impôs um padrão de beleza a ser seguido, onde, as pessoas que não seguem a esse padrão, podem chegar à exclusão social, bullying. Como a pressão da sociedade é grande, as pessoas acabam por se moldar a este padrão.
            A sociedade atual quer fazer com que as pessoas acreditem que para alcançar a felicidade, a pessoa tem que ser magra ou bem malhada, e as pessoas acabam esquecendo-se de que cada um tem um fenótipo diferente, cada um possui suas particularidades individuais.
            A filosofia na historia grega antiga dava grande importância ao corpo, onde o padrão de beleza da época eram os guerreiros belos, fortes, astutos, ágeis. Para os gregos, o ser humano é constituído de soma (corpo), quantia de matéria e, psique (alma), o sopro que anima a matéria.
             Para Platão, o corpo humano é parte do mundo sensível, enquanto a alma é parte do mundo ideal. O ser humano é uma união de um corpo físico mortal com uma alma ideal imortal e é por meio do cuidado com o corpo que podemos cuidar da alma para Platão, a alma é o recheio do corpo. (Onde Aristóteles também compartilha desta ideia).
Já Espinosa contraria a tradição filosófica. Espinosa afirma que as ações do corpo dependem dos estímulos que elas recebem, onde não há um recheio para o corpo, ele é o próprio recheio.
            A filosofia adquiriu um novo conceito de corpo, onde diz que o corpo próprio é a sede de percepção do mundo e de si mesmo possibilidade única de existência concreta, em outras palavras o corpo é pura materialidade e só ganha sentido se for recheado por uma mente ou alma.

             Na pessoa humana, a sexualidade, é reconhecida como uma dimensão que abrange toda sua integralidade, assim da perspectiva filosófica personalista. Isso significa que em sentido filosófico a pessoa humana em sua originalidade sexuada é masculino e feminino, portanto é uma unidade (pessoa humana) dual (necessariamente de diferentes). A dimensão que constitui a sexualidade humana em seu sentido original passa tão somente, exclusivamente pelo reconhecimento da comunhão de diferentes, isto é, masculino e feminino.
              Sendo a sexualidade uma dimensão da pessoa humana, subtende-se que ela esta inserida em uma realidade maior, que é a afetividade. Denomina-se afetividade a capacidade da pessoa amar e também ser amada. Assim sendo a sexualidade é expressão da afetividade.


Referências Bibliográficas
Cleofas.com.br
Prezi.com
Livro: Filosofia; Experiência do pensamento.


Autor: Silvio Galo

terça-feira, 23 de agosto de 2016

DROGAS ILÍCITAS : LEGALIZAÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO NO BRASIL

                



              DROGAS ILÍCITAS : LEGALIZAÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO NO BRASIL


                                            Aluna: Mila Cristina Feitosa Nunes

O que leva alguém a se drogar? Será que a curiosidade e o desejo humano o conduz o homem a sentir o desejo de usar droga?
   No Brasil, a dependência de drogas é um problema de saúde pública que afeta muitas pessoas e tem grande variedade de consequências sociais e na saúde dos indivíduos.  As drogas ilícitas, ou seja, drogas que a comercialização é proíbida pela legislação, aqui no Brasil é a Cocaína, a Maconha, o Crack, Heroína, etc.  E a desculpa mais comum dos defensores da legalização é de que  fracassou a política mundial de combate às drogas. Ora, isso  significaria acreditar que se a polícia não consegue cumprir sua  missão, vamos então descriminalizar o máximo que pudermos para  aliviarmos o sistema policial e penal. O Estado tem que rever suas  estratégias de combate ao crime, inclusive o de tráfico internacional  de drogas. A tese de que algo proibido atrai mais a atenção do ser humano é  outro engano. Isso nos levaria ao raciocínio trágico de que se as drogas ilícitas fossem legalizadas o número de usuários, e a violêcia diminuiria.
   E também existe a ideia de que a legalização forçaria o crime organizado a  sair do comércio de drogas é outra falácia. Qualquer um sabe que  existe mercado paralelo para tudo. Um exemplo é o tabaco que também existe tráfico para não pagar impostos. E, no caso das drogas, os traficantes não abandonariam o segmento em hipótese alguma.
   Muitos acreditam que a legalização da droga permitiria a  regularização do mercado e um preço muito mais baixo acabaria com a  necessidade de se roubar para conseguir dinheiro para as drogas.  Muitos usuários de drogas praticam crimes não por necessidade, mas  apenas porque se sentem mais estimulados a emoções mais fortes,  sobretudo com o uso de drogas pesadas como a cocaína. 
   Se realmente está aumentando o número de usuários de  drogas ilícitas - na contramão do combate à cultura do tabaco e do  álcool - o Estado deveria investir tudo na prevenção contra o uso de drogas  lícitas ou ilícitas até porque essa medida resultaria em menos gastos  com o tratamento médico dessas pessoas. 
   A legalização não ajudaria a disseminar informação real sobre as  drogas, em hipótese alguma. O que permitiria saber dos perigos das  drogas é aumentar os investimentos e esforços em prol de uma cultura  de prevenção, e isso não acontece nem em países desenvolvidos.
    As políticas de redução de dano (o uso controlado de drogas  injetáveis, por exemplo) são de fato importantes para se salvar vidas,  mas não significam em hipótese alguma que servem para se legalizar as  drogas. São coisas diferentes.
   Como defendem alguns a legalização não restauraria o direito de  se usar drogas responsavelmente porque drogas quase sempre não  combinam com responsabilidade social e nem individual. Como não há  dúvida de que drogas fazem mal à saúde, como alguém que as usa pode  ser considerado responsável consigo mesmo? Há uma contradição nisso. 
   Se as prisões por uso de droga são claramente discriminatórias do  ponto de vista social (um pobre com um quilo de maconha é preso por  tráfico e um integrante de classe média, com a mesma quantidade, é  preso por uso), o que é preciso é nivelar a punição ao crime ao menos  com um processo judicial, como acontece hoje, e não se liberar todos. 
   No Brasil, caso haja a legalização da maconha, teria-se como consequência o aumento do consumo da cocaína e outras drogas, o que geraria mais narcotráfico no Brasil. Por que Simplesmente, caso a venda de maconha no Brasil fosse legalizada com nota fiscal e cobrança de impostos sobre o produto, os traficantes não deixariam de ter o lucro enorme que possuem para se enquadrarem legalmente como vendedores de canabis ativa. Pelo contrário, o Estado estaria permitindo ao um traficante que utilizassse um local legalizado, no qual, obviamente, não venderia só a maconha, venderia também cocaína, dentre outras drogas.
   A Inglaterra também havia liberado a maconha, e voltou atrás, porque as consequências foram danosas à saúde, assim como os problemas sociais
   O Conselho Nacional de Política sobre Entorpecentes defende projetos pela prevenção, pelo amor aquele cidadão usuário que quer sair do uso das drogas. Isso sim dá resultado, porque o usuário se sente valorizado e aos poucos deixa de lado a necessidade do uso do entorpecente.
   Não é liberar e legalizar as drogas que vai resolver o problema do usuário no Brasil, de forma nenhuma. Vai sim ajudar o governo a arrecadar mais impostos, porém, o traficante continuará exercendo a venda de outras drogas na ilegalidade, como consequência o país ficara com maior índice de doenças respiratórias e dependência as drogas, com efeito maior na criminalidade.














Referências Bibliográficas:
http://www.xr.pro.br/ENSAIOS/DesRazoes.HTML
http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.diplomatique.org.br/editorial.php?edicao%3D2&ei=PQPsxf5s&lc=pt-BR&s=1&m=174&host=www.google.com.br&ts=1471915884&sig=AKOVD647SxOKvGNAMi5wOz70D4WiCpcyYQ


O EGOÍSMO, O QUE FAZER?




Egoísmo, o que fazer?

Gil Marcos Pereira da Silva Júnior

"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que diria o homem em troca da sua vida?" (Marcos 8:37-37)  

                Seria a religião um caminho para  sermos livros do egoísmo? Nunca se ouvi falar tanto em pessoas cheias de si mesmo. Pessoas que só se importam consigo mesmas esquecendo o próximo, estão apenas vazias de algo ou de alguém. Segundo Roberto Meireles egoísmo é “amor exagerado aos próprios interesses a despeito dos de outrem” (Enciclopédia virtual).  Na vivência o egoísmo afeta tanto ao que pratica, pois acabam esquecendo das pessoas que existe ao seu redor; e ao próximo, pessoas que vivem rodeadas por egoístas.
Um fato ocorrido na história contemporânea, um “Menino é resgatado sob escombros de prédio após bombardeio na Síria. Na imagem mostra garoto sujo de sangue enquanto aguardava atendimento. Bombardeios em Aleppo deixaram 33 civis e 19 rebeldes mortos”,  Relatos retirado do site G1.globo.com. Para que prova maior, pessoas se destruindo em guerras, por riqueza, honra ou até vingança; enquanto outros morrem. Não só apenas este garoto, mas todo uma população, todo um pais se desfazem em egoísmo. Outro grande fator que nos leva a vermos o egoísmo com tanta clareza, é na política o quanto desagradável ela é, onde o poder e riqueza consome um homem. “Em meio à pior crise econômica, moral e ética que o Brasil já enfrentou na história, um levantamento nacional do instituto Paraná Pesquisa constatou que 73,1% dos entrevistados consideram que o nível dos políticos brasileiros vem piorando a cada ano. ” As informações são do colunista do Metro Jornal Cláudio Humberto, no site notícias.band.uol.com.br; não só apenas um, mas 73,1% acreditam nisto. Pais onde aquele que tem menos condição financeira é menosprezado por aquele que tem mais.
                Posso citar Jesus o CRISTO, que em vários trechos da bíblia, citar o quanto amar ao próximo é importante. “Ao ouvirem dizer que Jesus havia deixado os saduceus sem resposta, os fariseus se reuniram. Um deles, perito na lei, o pôs à prova com esta pergunta: Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: " ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Mateus 22:34-39, e muitos outros exemplos em que podem ser encontrados na Bíblia. Um grande mandamento e que devemos seguir, pois a melhor maneira de vivemos melhor e de nos afastar do egoísmo seria o amor próximo. Pode se colocar o amor na política, onde a autoridade ama o próximo, a mesma retribui as pessoas educação, saúde, segurança, lazer. Na pratica, no dia a dia, qual pessoas seja ela de qualquer raça, cor, etnia e religião ou até aqueles que não tem. Apenas pessoas vivendo em amor e combatendo o mal chamado egoísmo.
                Nestes “últimos dias” em que vivemos, a maioria das pessoas não tem compaixão. Muitas delas são ruins, amam a violência e não têm amor ao próximo. (2 Timóteo 3:1-3)
               

BIBLIOGRAFIA

Novo Testamento.  Edição Revista e Corrigida.

http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000811289/para-73-nivel-dos-politicos-brasileiros-piora-a-cada-ano.html

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PRESERVAÇÃO DA NATUREZA.

                                      
                                        


                                            PRESERVAÇÃO DA NATUREZA. 

                                Aluna:  Chaiena da Silva Rocha, 3º ano de Radiologia

      Quanto mais tecnologia surge em nossas vidas mais nos distanciamos da natureza. Corre na internet uma piada sobre um garotinho que vê um passarinho na rua e diz "Olha, mãe, um Twitter!” fazendo referência à conhecida rede social. Seria mais engraçado se não fosse tão trágico. O distanciamento das pessoas da natureza faz com que elas a enxergue como algo menos importante, as pessoas não querem se preocupar com a natureza, pois se sentem muito confortáveis em seu mundo tecnológico, e  não querem lembrar também que dependem integralmente dela. Em São Paulo, temos o exemplo do sistema cantareira ,  do qual está sendo retirado o "Volume morto" para o abastecimento de água de cerca de 11 milhões de pessoas será que ninguém pensa que isso vai acabar, que é necessário uma política de conscientização, de não desperdício de água, pois a natureza está se esgotando?
        A poluição da natureza uma criança chamada  Lucas viu na TV uma reportagem de deposito de madeira de pau _Brasil. Ele falou:_”Quem cortar uma árvore vai ter que plantar 25 árvores”.  Por que o verde do nosso Planeta está acabando e a nossa Água esta sendo desperdiçada e poluída pelo ser humano?  Mas tem e um jeito de Evitar a morte do nosso Planeta é regulando o Carburador dos automóveis.  Assim o carro polui menos, não poluir os rios, não cortar as árvores cuidar do nosso Planeta. O único jeito de Preservar o nosso planeta é Não polui as coisas para a vida.
COMO PRESERVA A NATUREZA
-Devemos cuidar da natureza, não jogar lixo no chão, não destruir as florestas.
-A natureza faz parte de nós, devemos cuidar e preservar.
-Pois ela pode se revoltar. A chuva trás desabamento de casas e pessoas morrem.
-Então devemos preserva-la para não sofrermos depois com as Chuvas.
-Vamos cuidar e preserva com todo cuidado, pois a natureza é parte de nós.
-Se a natureza morrer o homem também morrerá, pois sem o oxigênio não da para respirar.
-Cuide do meio ambiente!
MENSAGEM DE CHICO XAVIER . “Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar."
Chico Xavier
‘’O cuidado e o amor não devem se restringir apenas entre as relações humanas, mas principalmente entre as pessoas e a natureza! Chico Xavier sempre defendeu a luta contra os maus tratos aos animais e a preservação do meio ambiente.’’

BIBLIOGRAFIA
-Fontes:

Revista Filosofia ciência e vida.

domingo, 21 de agosto de 2016

“E SE DEUS NÃO EXISTIR?”

                    

                      Andréia da Silva Lima. 2º de Nutrição e dietética Turno: tarde

                                    “E SE DEUS NÃO EXISTIR?”
No mundo em que vivemos, há pessoas que acredita que existi um ser superior, que tem interesses por nós, esse ser chama-se Deus, no entanto também há pessoas que não acreditam na existência desse ser maior, esses são chamados de ateus.
Vamos então ver essa situação por outro ângulo, e se os ateus estiverem certos, e se Deus realmente não existir?.
Um dos assuntos mais discutidos quando se trata de uma divindade, é se Deus existe ou não. Então vejamos a seguinte afirmação:’’ Se Deus Não Existe, tudo é permitido.’’ Essa afirmação está relacionada ao livro Os Irmãos Karamazov, de  Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879. Para melhor entendimento vejamos  um trecho do livro onde narram a respeito de um artigo que o personagem Ivan Karamazov acaba de publicar numa revista: ... ele (Ivan Fiodorovitch Karamazov) declarou em tom solene que em toda a face da terra não existe absolutamente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu a lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiodorovitch acrescentou, entre parênteses, que é nisso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia. Mas isso ainda é pouco, ele concluiu afirmando que, para cada indivíduo particular, por exemplo, como nós aqui, que não acredita em Deus nem na própria imortalidade, a lei moral da natureza deve ser imediatamente convertida no oposto total da lei religiosa anterior, e que o egoísmo, chegando até ao crime, não só deve ser permitido ao homem mas até mesmo reconhecido como a saída indispensável, a mais racional e quase a mais nobre para a situação. - página 109, da editora 34.     
Durante uma célebre passagem, em que Ivan narra a seu irmão Aliéksiei uma poesia que esta escrevendo, intitulada O grande Inquisidor, este inquisidor, ao se deparar com Jesus que acaba de voltar a terra, questiona:
Será que não pensaste que ele (o Homem) acabaria questionando e renegando até tua imagem e tua verdade se o oprimissem com um fardo tão terrível como o livre arbítrio? - página 353 da editora 34.
Muito mais a frente no livro, Ivan considera a outra possibilidade. Se Deus não existir, e a religião fosse extinta de todas as formas, o que aconteceria?
Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo. Os homens se juntarão para tomar da vida tudo o que ela pode dar, mas visando unicamente à felicidade e à alegria neste mundo. O homem alcançará sua grandeza imbuindo-se do espírito de uma divina e titânica altivez, e surgirá o homem-deus. Vencendo, a cada hora, com sua vontade e ciência, uma natureza já sem limites, o homem sentirá assim e a cada hora um gozo tão elevado que este lhe substituirá todas as antigas esperanças no gozo celestial. Cada um saberá que é plenamente mortal, não tem ressurreição, e aceitará a morte com altivez e tranquilidade, como um deus. Por altivez compreenderá que não há razão para reclamar de que a vida é um instante, e amará seu irmão já sem esperar qualquer recompensa. O amor satisfará apenas um instante da vida, mas a simples consciência de sua fugacidade reforçará a chama desse amor tanto quanto ela antes se dissipava na esperança de um amor além-túmulo e infinito. - página 840 da editora 34.
Olhando para esse ponto de vista, se não existe imortalidade, e nem paraíso celestial, então os homens logo passariam a valorizar o próprio homem e isso até seria algo bom, sim, seria, o que impede de isso ser algo bom é o simples fato de que, sendo assim não haveria um legislador universal, pois todos pensam diferente, veja o mesmo terrorista que é visto como assassino no ocidente, é visto e celebrado como herói em algumas regiões do oriente médio, por exemplo a Biblioteca de Osama Bin Laden. Sendo assim não seria possível um legislador humano, já que cada pessoa e ou religião pensa diferente. Então torno a citar a frase chave de Dostoiévski : ‘’Se Deus Não Existe Tudo é Permitido’’.
Porém o fato de alguém acreditar em Deus, não faz dessa pessoa alguém melhor ou boa, observe em Tiago2.19 está escrito: Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Vemos aí que o diabo crer em Deus, e nem por isso ele é um sujeito bom, pelo contrario, o diabo odeia Deus, sendo assim, chega-se a conclusão de quê acreditar em Deus não significa deixar ser transformado por ele. Isso quebra aquela ideia de que os homens acreditam em Deus por ressentimento, pois se fosse assim não haveria um crente se quer cometendo iniquidade.
Quero lembrar mais uma vez que não estou dizendo que só crentes tem boas atitudes, ateus também tem, pois assim como temos Madre Teresa de Calcutá do lado da religião, temos Betinho do lado do Ateísmo, ambos preocupados com a fome e com a miséria.
Mas voltando á nossa frase, ’’Se Deus Não existe tudo é Permitido’’, vamos tentar trazer as leis morais para a natureza, seria a natureza a nossa fonte de moralidade? A resposta é não, pois segunda a lei da sobrevivência, que vença o mais apto, sendo assim matar, abandonar doentes e idosos não seria algo ruim ou imoral, pois isso só seria algo natural, em algumas espécies de animas como as aranhas, elas matam o macho após a cúpula, trazendo para nossa espécie estima-se que daqui algum tempo não haverá água suficiente para toda a humanidade, sendo assim qual lei se aplicaria nisso, morrer para que outros vivam ou matar para sobreviver, para melhor entendimento, se um avião cai numa ilha e só há alimento para um terço dos passageiros o que deveria ser feito? Que código de ética se aplicaria nessa situação? Então a resposta é realmente não, a natureza não é a fonte da moralidade humana.
Vamos partir para outro ponto, alguém pode afirmar quê a liberdade de matar alguém, acaba quando o direito de viver desse alguém começa, mas quem deu direito a vida? Quem disse que matar é ruim ou imoral? Quem?, aí você pensa, há, quem dá o direito a vida é o estado, então sendo assim se o estado dá direito a vida, o estado também pode tirar esse direito , desse modo ninguém pode julgar os ditadores, Saddam Hussein e Muamar Al-kaddafi, por terem matado rebeldes de seus países, pois eles eram o estado, ou seja o estado também não é a nossa fonte de moralidade.
Os ateus podem até fazer boa obra, mas se eles não acreditam na existência de Deus, essas boas ações não passam de mera coincidência, é tudo circunstancial, é tudo questionável, veja a nossa fonte de moral não pode ser buscada dentro de nós mesmos, pois o que é certo para uma pessoa e ou grupo é errado para outro(s), hora temos então Hitler e Gandhi, qual exemplo deveria ser seguido pela humanidade? Qual deles deveria ser o nosso legislador universal? Lembre-se, ‘’ se Deus não existe tudo é permitido’’.
Vamos partir para outro ponto de vista, seria então a educação, a fonte da moralidade humana? Não, a educação até é fundamental, mas ela sozinha não constitui leis morais, se a educação fosse fonte de moralidade, não haveriam universitários vândalos, e só pra você ter noção os maiores causadores de caos e de terror, eram pessoas de grande conhecimento intelectual, então conclui-se que não é a nossa fonte de moralidade, a educação.
O problema de muitos ateus, é que eles querem livrar o mundo de Deus, mas não conseguem se libertar DEle, tem ateus que odeiam Deus, mas porque odiar alguém que nem se quer existe? Por exemplo: no filme Deus não está morto, um jovem cristão pergunta para o seu professor ateu, por que ele odiava a Deus, e ele responde o porque, detalhe se alguém não existe como vou odiá-lo, isso não faria sentido, certo?.
Quer queira os ateus ou não, sem Deus não haveria tais leis morais, é preciso um legislador universal a qual eu o chamo de Deus, mas para os ateus esse deus não existe, logo se não há um legislador então não há lei para dizer o que é certo e o que é errado, essas leis não fariam sentido.
Mas é possível fazer o bem, sem Deus? Sim, mas somente com Deus esse bem faz sentido, somente com Deus esse bem é valido, pois estaremos fazendo a vontade do Pai Celestial.
Referencias bibliográficas:




CONHECIMENTO HUMANO: RAZÃO E FILOSOFIA




Aluno: Jeferson Railson dos Santos. 2º ano.  Nutrição. Turno: tarde


CONHECIMENTO HUMANO: RAZÃO E FILOSOFIA

   Desde primitividade o homem vem buscado entender mais sobre si mesmo e o meio em que vive. Sempre procurando respostas, para compreender os fenômenos que se manifestam na sua existência (nascimento, vida, morte, tempo, etc.).
   O conhecimento humano se tornou uma das principais formas que o homem encontrou para a obtenção de meios para sua sobrevivência e interação com o seus semelhantes.
   Na pré-história, o homem buscava explicações no sentimento de religiosidade, na metafisica (ser superior) e na crença encontrava suas satisfações. Com o surgimento das grandes civilizações e com desenvolvimento do pensamento e da reflexão, surge o Mito. O mesmo não é uma explicação, mas visava acomodar e tranquilizar os homens em um mundo assustador e enigmático (ARANHA, 1999, P.26).
    O mito não precisa de provas, é a primeira leitura que o homem faz do mundo. Da sua evolução surge a filosofia, uma explicação racional, um convite à discussão, a reflexão, a sistematização do pensamento, portanto, rejeita o sobrenatural e visa à verdade. Por isso quando ocorreu à passagem do mundo mítico para o racional, na Grécia Antiga apareceram os primeiro sábios, surgindo então a Filosofia.
      Durante o longo período até a queda do Império Romano, o conhecimento humano e a explicação, ou seja, a razão e a filosofia se tornaram submissas da religião. A razão deixa de oferecer melhor explicação para os fenômenos do mundo, fazendo com que o homem deixasse de questionar e tentar descobrir mais sobre o mundo, de acordo com Costa (2005, p.18).
     Percebe-se então que o homem sempre foi um ser “curioso”, adepto a buscar sabedoria, através do conhecimento humano (da razão) tentar compreender a existência do ser.
     Para o filosofo Joinstein Gaarder (2000, p.24):
“O ser humano não vive apenas de pão, há a necessidade de descobrir quem somos e por que vivemos? Como surgiu o Universo, a Terra e a Vida?”

    O conhecimento humano sempre fez parte das pessoas, sempre interligado com o modo de pensar e agir, pensamento e ação, pensamentos sobre si mesmo para conhecer o todo.  Ele busca a compreensão da essência, do significado, da estrutura e origem do conteúdo a ser conhecido.
    A filosofia e o conhecimento humano trabalham para buscar a verdade, a fim de saber as leis que nos regem.
    Mas, existem mesmo pessoas que tem receio em saber a verdade?
    Sim, Pois de acordo com Gilberto Cotrim (TDF, p.35), “Poucos homens dão-se o trabalho de estudar a origem de suas mais queridas convicções; gostamos de continuar a crer no que nos acostumamos como verdade, e a revolta sentida quando duvidam das nossas verdades estimula-nos a ainda mais nos apegarmos a elas”.
     Mal sabem que o resultado, é que a maior parte do chamado conhecimento humano (raciocínio humano) consiste em descobrir argumentos para continuarmos a crer no que cremos.
    Nos dias atuais, ou seja, no mundo moderno, deixamos de explorar nosso conhecimento de como resolvemos os problemas do cotidiano, pelos simples fato de que se multiplicam as mais variadas maquinas dia após dia, que chegamos a um ponto que nossas mentes não trabalham mais da mesma forma, levando-nos a não testarmos a capacidade total da mente, pois recebemos um conhecimento já pronto acabando com os motivos para desenvolvermos nossos próprios conhecimentos.
     Porem é através do conhecimento que chegamos a um patamar elevado de sabedoria (filosofia), através da razão compreendemos o mundo ao nosso redor, o que vale, é sempre buscar pela verdade, não desistir de tentar entender o mundo ao nosso redor, perceber que a visão da realidade se amplia e diminui conforme as “lentes” pelas quais enxergamos o mundo se modificam. Se a lente for de longo alcance muito veremos, mas se for de curto alcance pouco verá. O conhecimento sempre vai nos ajudar a entender nós mesmos e o mundo a nossa volta.
    Não seria o nosso conhecimento produto de uma falsa visão do mundo? Quem nos garante que não estamos sendo enganados por nossos sentidos, que não conseguindo perceber a realidade do mundo como ela é verdadeiramente, nos conduziria a um falso conhecimento do universo?
     Afinal, somos ou não somos capazes de conhecer a verdade?




REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
·        (TDF- Trabalho Dirigido de Filosofia, Gilberto Cotrim e Mario Parisi, 2008, Editora Saraiva, Associação Brasileira de Direitos Reprograficos.);

·        Costa, Maria C. C. Sociologia: Introdução a Ciencia da Sociedade. São Paulo, Moderna, 2005 ;


·        Aranha, Maria Lucia de Arruda e Martins, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução a Filosofia. São Paulo. Moderna, 1999.



·        www.fara.edu.br