Aluno: Jeferson Railson dos Santos. 2º ano. Nutrição. Turno: tarde
CONHECIMENTO
HUMANO: RAZÃO E FILOSOFIA
Desde
primitividade o homem vem buscado entender mais sobre si mesmo e o meio em que
vive. Sempre procurando respostas, para compreender os fenômenos que se
manifestam na sua existência (nascimento, vida, morte, tempo, etc.).
O conhecimento humano se tornou uma das
principais formas que o homem encontrou para a obtenção de meios para sua sobrevivência
e interação com o seus semelhantes.
Na pré-história, o homem buscava explicações
no sentimento de religiosidade, na metafisica (ser superior) e na crença
encontrava suas satisfações. Com o surgimento das grandes civilizações e com
desenvolvimento do pensamento e da reflexão, surge o Mito. O mesmo não é uma
explicação, mas visava acomodar e tranquilizar os homens em um mundo assustador
e enigmático (ARANHA, 1999, P.26).
O
mito não precisa de provas, é a primeira leitura que o homem faz do mundo. Da
sua evolução surge a filosofia, uma explicação racional, um convite à
discussão, a reflexão, a sistematização do pensamento, portanto, rejeita o
sobrenatural e visa à verdade. Por isso quando ocorreu à passagem do mundo
mítico para o racional, na Grécia Antiga apareceram os primeiro sábios,
surgindo então a Filosofia.
Durante o longo período até a queda do
Império Romano, o conhecimento humano e a explicação, ou seja, a razão e a
filosofia se tornaram submissas da religião. A razão deixa de oferecer melhor
explicação para os fenômenos do mundo, fazendo com que o homem deixasse de
questionar e tentar descobrir mais sobre o mundo, de acordo com Costa (2005,
p.18).
Percebe-se então que o homem sempre foi um
ser “curioso”, adepto a buscar sabedoria, através do conhecimento humano (da
razão) tentar compreender a existência do ser.
Para o filosofo Joinstein Gaarder (2000, p.24):
“O ser humano não vive apenas de pão, há a necessidade
de descobrir quem somos e por que vivemos? Como surgiu o Universo, a Terra e a
Vida?”
O
conhecimento humano sempre fez parte das pessoas, sempre interligado com o modo
de pensar e agir, pensamento e ação, pensamentos sobre si mesmo para conhecer o
todo. Ele busca a compreensão da
essência, do significado, da estrutura e origem do conteúdo a ser conhecido.
A
filosofia e o conhecimento humano trabalham para buscar a verdade, a fim de
saber as leis que nos regem.
Mas, existem mesmo pessoas que tem receio em saber a verdade?
Sim,
Pois de acordo com Gilberto Cotrim (TDF, p.35), “Poucos homens dão-se o
trabalho de estudar a origem de suas mais queridas convicções; gostamos de
continuar a crer no que nos acostumamos como verdade, e a revolta sentida
quando duvidam das nossas verdades estimula-nos a ainda mais nos apegarmos a
elas”.
Mal sabem que o resultado, é que a maior parte do chamado conhecimento
humano (raciocínio humano) consiste em descobrir argumentos para continuarmos a
crer no que cremos.
Nos
dias atuais, ou seja, no mundo moderno, deixamos de explorar nosso conhecimento
de como resolvemos os problemas do cotidiano, pelos simples fato de que se
multiplicam as mais variadas maquinas dia após dia, que chegamos a um ponto que
nossas mentes não trabalham mais da mesma forma, levando-nos a não testarmos a
capacidade total da mente, pois recebemos um conhecimento já pronto acabando
com os motivos para desenvolvermos nossos próprios conhecimentos.
Porem
é através do conhecimento que chegamos a um patamar elevado de sabedoria
(filosofia), através da razão compreendemos o mundo ao nosso redor, o que vale,
é sempre buscar pela verdade, não desistir de tentar entender o mundo ao nosso
redor, perceber que a visão da realidade se amplia e diminui conforme as
“lentes” pelas quais enxergamos o mundo se modificam. Se a lente for de longo
alcance muito veremos, mas se for de curto alcance pouco verá. O conhecimento
sempre vai nos ajudar a entender nós mesmos e o mundo a nossa volta.
Não seria o nosso conhecimento produto de
uma falsa visão do mundo? Quem nos garante que não estamos sendo enganados por
nossos sentidos, que não conseguindo perceber a realidade do mundo como ela é
verdadeiramente, nos conduziria a um falso conhecimento do universo?
Afinal, somos ou não somos capazes de conhecer a verdade?
REFERENCIAS
BIBLIOGRAFICAS
·
(TDF- Trabalho Dirigido de Filosofia, Gilberto Cotrim e Mario Parisi, 2008, Editora Saraiva, Associação
Brasileira de Direitos Reprograficos.);
·
Costa, Maria C. C. Sociologia:
Introdução a Ciencia da Sociedade. São Paulo, Moderna, 2005 ;
·
Aranha, Maria Lucia de Arruda e Martins, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução a Filosofia. São
Paulo. Moderna, 1999.

olá
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